Tenha personalidade e destaque-se

Alexandre Conte com Luli Radfahrer, autor de Enciclopédia da nuvem.

Na noite deste sábado último, dia 26 de maio, aconteceu em Curitiba o lançamento do livro ENCICLOPEDIA DA NUVEM de Luli Radfahrer nas instalações da NEX Coworking e contou ainda com a presença de profissionais e estudiosos da área de comunicação, internet e tecnologia.

O autor apresentou alguns pontos chaves de seu livro e do processo de pesquisa realizada e demonstrou a abundância de ferramentas, aplicativos e redes sociais disponíveis hoje na Internet e a dinâmica frenética com que se alternam e se tornam obsoletos e mesmo assim há cada vez mais e novas propostas surgindo. Deste modo, confesso que uma “enciclopédia” que possa nos orientar e auxiliar a escolher e gerenciar parte deste imenso universo de escolhas, é sem dúvidas, muito bem vinda.

Após sua apresentação, Luli participou de um painel composto por André Pegorer, Ney Queiroz Azevedo e moderado por Fernanda Musardo. Onde entraram em pauta a prática da replicação de ferramentas e ideias sem características adicionais, a carência de profissionalismo na concepção de um negócio e na gestão de seus processos críticos. Abordaram também a importância de se estar atento ao comportamento das pessoas e a preocupação em como “monetizar” as boas ideias.

Como resultado do debate promovido entre os convidados do painel e a plateia, destaco a falta de personalidade um fator crítico para a ausência de um numero maior de excelentes propostas aptas a se destacarem e transcenderem do oceano vermelho para o azul. Pois diante das vertentes modernas adotadas por muitas START-UPs que presam pelo método de  tentativa-e-erro como meio de desenvolver o que o próprio Luli definiu como “Fazerlamento” no lugar do valioso e sábio planejamento, são ainda poucos os profissionais e empresas que dedicam atenção à um estudo de mercado e esforço desenvolvendo um plano de negócio.

A diferença entre estes dois modelos é claramente refletido na hora de conceituar a definição do negócio. Aquele que observa, estuda e planeja, certamente estará mais preparado para definir de modo mais objetivo e assertivo qual será o propósito da sua empresa e a promessa do seu negócio. E isso é fundamental para que possa haver um bom e sólido posicionamento de mercado. E arrisco apontar que muitos pecam nesta etapa tão crucial. Pois se deixam levar pela tentação de simplesmente copiar uma ideia ou apostar no seu “achismo” sem submetê-lo à testes. Deste modo, sobram propostas que se uma personalidade definida, se submetem a fazer de tudo um pouco ou de quererem atender a todos os públicos, gostos  e necessidades. E desta forma não conseguem se diferenciar nem se destacar diante da abundância de ideias geniais que povoam a Internet e o mercado como um todo.

Deste modo, reforço a ideia de que é preciso ter personalidade para realizar uma boa definição de negócio. Assim será possível realizar um posicionamento firme frente à concorrentes, alternativas e resistências de uso ou consumo. E sem isto… Bem, fica difícil cumprir a promessa feita ao público, quando não sem sabe ao certo qual é a promessa.

Portanto, copiar não é problema, pois isso traz aprendizado. Experimentar também é positivo, pois amplia horizontes. Agora, de nada adianta fazer o que for, pelo simples fazer. É preciso planejar o que fazer, como fazer, para quem, com que recurso e quanto entregar. E se não descobrir como monetizar esta ideia, ela ainda não está pronta. Afinal, cedo ou tarde vai ser preciso lucrar com isso e aí a necessidade pode desvirtuar o projeto, submetendo à novas aplicações ou à exigências de patrocinadores. E desta forma, não se cria uma personalidade capaz de posicionar-se diante das demais ofertas existentes. Neste caso, o melhor posicionamento poderia ser assumir o papel de simples usuário ou consumidor.

Mas para quem realmente pretende fazer a diferença, eu digo que é preciso mais do que fazer diferente. Mas fazer com determinação e clareza, para que todos possam compreender.

Por Alexandre Conte

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