91% dos Brasileiros se cadastram para receber e-mail marketing


Foi publicado esta semana  pela ExactTarget o resultado de um estudo chamado de “Digital Carnival“, que é parte de um projeto composto por diversas pesquisas e estudos intitulado de Subscribers Fans and Followers, que analisou mais de 1.400 brasileiros para avaliar o comportamento e suas interações com e-mail, Twitter e Facebook.

O Site ecommercebrasil.com.br um dos principais e mais importantes portais de informações sobre o comportamento do consumidor brasileiro na Internet, está contribuindo na disseminação do resultado deste estudo para que possamos utilizar estes dados com sabedoria e efetividade.

Embora o Brasil possua apenas 42% da sua população com acesso à Internet, nossa taxa de crescimento de acesso a Internet no Brasil está em 53% ao ano. Por isso saber e principalmente compreender o comportamento deste consumidor é um desafio que proverá muitos benefícios aos que conseguirem fazê-lo bem feito e utilizar estas informações de modo consciente em seus negócios.

O estudo revela por meio desta amostragem segura que 91% dos consumidores brasileiros online estão cadastrados para receber ao menos 1 e-mail marketing. Destes 68% já realizaram uma compra a partir de um e-mail marketing recebido em sua caixa eletrônica de mensagens. E um dos dados que chama mais atenção é a pré-disposição assumida por 53% dos brasileiros em realizar compras de uma empresa após se cadastrarem para receber o seu e-mail marketing.

A pesquisa aponta também que 77% dos entrevistados que estão presentes no Facebook, interagem por meio de seu perfil com alguma marca pela rede. Podemos desconfiar, que a taxa de conversão de ações nesta rede podem ser favoráveis, uma vez que 42% dos consumidores com idade entre 25-44 anos afirmam já terem realizado uma compra após receber uma mensagem de marketing por meio desta rede social. E é no Facebook ainda, onde encontramos 41% dos brasileiros utilizando a rede com um propósitos profissionais.

á no Twitter a aceitação por relacionamento direto com marcas é um pouco menor, mas não menos intenso. A pesquisa aponta que apenas 26% dos brasileiros presentes no microblog interagem diretamente com alguma marca nesta rede social. Porém 58% destes usuários acompanham e leem os posts de suas empresas preferidas na rede. E ainda; 53% dos consumidores do país estão mais propensos a recomendarem uma marca à alguém após segui-la no Twitter.

Cruzando os dados com pesquisas realizadas com consumidores online de Estados Unidos, Reino Unido e Austrália e suas interações com as marcas por e-mail, Facebook e Twitter, a empresa nos apresenta ainda os seguintes dados;

– 42% dos consumidores têm acesso à internet no Brasil, enquanto nos Estados Unidos esse número representa 83%, no Reino Unido 82% e na Austrália 79%;

– Para 46% dos consumidores brasileiros, checar o e-mail é a primeira coisa que fazem ao ligarem seus computadores pela manhã, comparados a 58% dos norte-americanos;

– 53% dos brasileiros estão mais propensos a comprar de uma empresa depois de se cadastrarem para receber seus e-mails marketing, enquanto no Reino Unido esse total é de apenas 21%;

– 89% dos usuários brasileiros ativos no Facebook “curtiram” uma marca, comparados a 55% dos consumidores na Austrália.

Este trabalho é fundamental para a medição de como o consumidor online brasileira se comporta e à que tipo de mensagem ou relacionamento está mais receptivo e propenso a processar para realizar uma ação direta. Estudos como estes comprovam que a maturidade do setor está evoluindo. tanto por parte dos consumidores como das empresas (este último, infelizmente em um ritmo ainda mais lento do que o seus próprios consumidores).

Espero que a divulgação destes números possam contribuir com o convencimento de muitos gestores que ainda sem experiência ou conhecimento possuem um pré-conceito negativo quanto à utilização de ferramentas de marketing digital para promover suas empresas e produtos. E ainda quando cedem à grande pressão e insistência promovem ações informais, com orçamentos limitadíssimos, sem métricas e com baixo ou nenhum profissionalismo. Aí ao não obterem um resultado favorável comprovam sua teoria empírica de que “essas bobagens” não funcionam.

Já por outro lado, empresas e profissionais que já atuam com alta maturidade e técnicas avançadas de marketing digital, certamente saberão aprimorar ainda mais suas ações de marketing para elevar ainda mais as suas taxas de conversão. Sabemos das tramitações de projetos de leis para regulamentar as práticas de e-mail marketing e SPAM, e agora sabemos cientificamente que a grande maioria dos consumidores online brasileiros buscam espontaneamente se cadastrar para receber e-mail marketing e curtem e seguem suas marcas e empresas favoritas nas redes sociais. Portanto é fácil deduzir que nadas contra a maré não trará bons resultados.

Sendo assim, a recomendação que indico aqui para os profissionais da área e gestores interessados em tirar maior proveito disto para suas empresas é;

Não compre ou se aproprie de listas de e-mails para divulgar seus produtos. Parece lógico e simples. Mas infelizmente sabemos que esta ainda é uma prática comum no mercado. Além de deselegante, a pratica de SPAM é um verdadeiro tiro no pé. Pois tem a capacidade de gerar repulsa pela marca/empresa/produto/campanha. Isso porque é muito provável que esta comunicação tenha um grau de relevância considerável com este público e o mesmo não lhe proveu autorização para este contato.

Construa seu próprio mailing. Nada melhor do que possuir um mailing conquistado por meio de pontos de contatos da marca com os consumidores. Pois ao receber uma nova mensagem, seja por e-mail ou rede social, o consumidor já possui um histórico de contato com a empresa.

Seja educado. Peça autorização para inclusão de seu público em suas listas. Além de elegante, em breve se tornará obrigação legal para as empresas (finalmente). O estudo comentado neste artigo mostra que 91% dos brasileiros com acesso à internet, se cadastram para receber e-mail marketing livremente. Ou seja. Não é preciso nem inteligente empurrar seu conteúdo ou produtos goela à baixo destes consumidores. Basta oferecer acessibilidade para que espontaneamente este público passe a solicitar por este conteúdo.

Seja relevante. Não abuse dos canais de comunicação e não se torne descartável. Procure produzir conteúdos e ofertas direcionas ao perfil e ao interesse do seu público consumidor. Não tenha receio de realizar diversos cortes e segmentá-lo em vários grupos. garanto que sua aceitação e conversão será muito maior ao aplicar suas ações desta forma. Evite conteúdo desnecessário e ofertas mal direcionadas. Ninguém gosta de tagarelas que só falam sobre o que não se quer ouvir. Evite ser bloqueado nas redes sociais por falta de relevância.

Faça, meça, experimente e meça novamente. Acompanhe de perto o andamento e o resultado de cada ação. Hoje existem milhares de ferramentas disponíveis para lhe auxiliar na medição de ações e campanhas online. A Métrica é de longe o melhor embasamento para auxiliar tomadas de decisões. É válido e proveitoso, experimentar mudanças e acompanhar os resultados disto diante do cenário anterior. Desta forma é possível seguir com maior segurança rumo às ações que sejam mais assertivas, pois a cada atividade o conhecimento acumulado do comportamento de seu público alvo, lhe proverá experiência para a criação de ações cuja taxas de conversão serão maiores. 

– Se torne acessível. Disponibilize canais para seus consumidores entrarem em contato, opinarem e reclamarem. Conheço muitos gestores que ainda têm medo do julgamento de seus próprios clientes e preferem não dar espaço para que eles reclamem. Aos que pensam assim, eu afirmo que seus consumidores insatisfeitos que querem reclamar, eles o irão fazer. Seja para você ou para outros consumidores. Eu acho mais proveitoso que um cliente tenha acesso e seja estimulado a reclamar para a própria empresa, pois esta pode tratar o problema pontualmente e aprimorar o produto/serviço do que deixar alguém reclamando desta empresa livremente pelo mercado.

– Escute. Tenha sabedoria e saiba ouvir o que o mercado tem a lhe dizer. Principalmente nas redes sociais, é preciso estar atento ao que se fala sobre a marca/empresa/produtos e saber o que fazer com estas informações coletadas. Vivemos na Web 2.0 um momento onde todos são colaboradores e contribuem com conteúdos e informações. Fala de seus consumidores seus aliados.

– E por último, promova um relacionamento de qualidade com seus consumidores. Já passou o tempo em que empresas produziam produtos e a demanda acontecia por “pura mágica” (escassez de ofertas). Hoje cada consumidor quer se sentir especial. Isso porque sim, ele é especial. cada consumidor detém características e fatores motivacionais diferentes. Os mantenha por perto. Estimule o relacionamento deste com a marca. Eleve a criação de mais pontos de contato e promova experiências únicas de contato e relacionamento aos seus consumidores.

Por Alexandre Conte

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