Equipes de sucesso sustentável – Parte I: A Concepção

Neste primeiro, de uma série de 3 artigos sobre Equipes de Sucesso Sustentável, vou abordar algumas questões que impedem que equipes formadas por excelentes profissionais cheguem ao sucesso e estabelecer algumas premissas para que, além de criar equipes de sucesso, elas se mantenham por tempo prolongado e de forma sustentável neste alto patamar. Logo, não há como conceber uma equipe assim, sem considerar um papel fundamental para a sua liderança. Considere como exemplo a criação da iniciativa Vingadores do MCU (Universo Marvel nos Cinemas). Simplesmente reunir os melhores super-heróis não foi o suficiente para transformá-los em uma equipe de sucesso. Ao agrupar todas as “Estrelas”, não houve integração entre os membros, o comprometimento era com causas individuais. E inevitavelmente não constituiu-se uma unidade. Foi quando Nick Fury, líder na iniciativa Vingadores, ao perceber o frustrante desastre, precisou agir, oferecendo-lhe um propósito comum pelo qual pudessem se comprometer e se dispusessem a cooperar entre sim como uma verdadeira unidade.

 

Equipes de alta performance é o que todo líder e gestor espera construir para obter a máxima eficiência e eficácia na conquista de seus objetivos. Porém, esta visão tão desejada, muitas vezes se transforma em grandes frustrações. Principalmente quando envolve profissionais com perfis muito diferentes entre si. E obviamente que qualquer grau de complexidade a mais nos projetos e tarefas são uma temperatura extra para a panela de pressão prestes a explodir, que muitas equipes podem se tornar se não forem bem gerenciadas. Pensando nisso, resolvi compilar punhados de estudos, experiências e experimentos que acumulei ao longo de minha jornada profissional, para compartilhar uma visão de gestão de equipes e auxiliar outros gestores a refletir sobre a composição e formação de seus times.

Afinal, a tão estimada e desejável equipe de alta performance, que proporciona excelentes resultados em prazos recordes e precisão ímpar, muitas vezes se demonstra instável demais para perdurar ao longo do tempo. Entrando em colapso após uma ou duas temporadas de grandes resultados. Isso porque o entrosamento se desfez, o comprometimento com a vitória ou o desejo de conquista se esgotaram. Ou ainda, pelo alto grau de competitividade dos seus membros provocou competições internas e o conceito de unidade desmoronou. Ou pelo simples fato de que os membros da equipe deixaram de evoluir e perderam a capacidade de se adaptar diante de pressões externas, seja por arrogância ou mesmo por miopia.

Mas então, como evitar que este fatídico fim possa sepultar um time tão efetivo, de muitas glórias e grandes resultados?

Os ingredientes, a meu ver, para esta resposta são: Comprometimento, integração e unidade. Porém, a questão central está em compor um time com estes três conceitos com diferentes perfis de modo a construir uma formação adequada, capaz de “performar” e entregar resultados altamente satisfatórios e de sustentar-se por tempo prolongado. Isto, certamente destacaria facilmente o time diante de seus pares internos e concorrentes externos. Seja em um time esportivo, uma equipe de vendas ou mesmo uma unidade de projetos avançados de engenharia ou inovação.

Para a composição desta equipe será preciso selecionar e desenvolver os profissionais do time. Enquanto para o perfeito alinhamento da formação ideal deste time será necessário identificar o perfil, entrosar e posicionar os indivíduos nas posições onde possam entregar o seu melhor. Gerenciando a dose, posição e atuação de cada perfil profissional de modo a criar ligações, interações e colaborações positivas que se fortifiquem com o tempo e previnam ruídos, desgastes e rupturas ao longo do tempo.

 

O papel do líder

Não há como conceber o conceito de uma equipe de sucesso sem uma liderança exemplar. Um líder deve ser o modelo a ser seguido. Afinal, é muito pouco provável que um gestor que não seja exemplo para seus liderados cobre algo e consiga obter uma resposta positiva. Pois a influência requer que a liderança seja inspiradora. Portanto as cobranças precisam ser justas e as metas realizáveis. Deve oferecer uma flexibilidade consciente, assim como sabedoria para gerenciar conflitos.

 

A importância do trabalho em equipe

Embora seja uma característica naturalmente humana, se reunir em grupos para realizar tarefas, dividir esforços, unir forças e compartilhar os frutos deste trabalho conjunto. Não é uma tarefa tão fácil quanto possa parecer. É preciso gerir egos, ânimos e interesses individuais. O que requer habilidades sociais, para inspirar cooperação, comprometimento e responsabilidades. Cada indivíduo deve ser conscientizado de que faz parte de uma unidade maior, onde mesmo com conhecimentos, ideias, opiniões, tarefas, funções e papeis diferentes, todos são responsáveis pela sintonia do todo. E isso não irá ocorrer até que integração, entrosamento, sinergia e afinidade sejam construídas entre todos. E após estas ligações serem criadas, devem ser protegidas por todos, com a certeza de que a unidade se sobrepõe aos indivíduos.

O contraste disso fica muito evidente no primeiro filme dos Vingadores, onde a simples ideia de reunir as maiores “estrelas”, que agindo de forma independente e sem cooperação se mostrou um grande desastre. Mas, ao construir uma equipe de verdade com base em valores coletivos, propósitos comuns e integração colaborativa, foi possível até, salvar o planeta e a humanidade de uma fantástica invasão alienígena.

 

O poder de conhecer a equipe

Uma equipe de sucesso é composta de indivíduos com habilidades e perfis distintos que se complementam. Cabe ao líder identificar, desenvolver, monitorar e avaliar a evolução de cada membro da equipe. Isso permitirá uma constante melhoria. Tornará possível uma melhor distribuição das tarefas entre a equipe para que cada profissional possa entregar o máximo naquilo em que é melhor. Conhecendo profundamente sua equipe, o líder pode reformular suas posições quando necessário ou quando jugar que membros evoluíram de perfil e/ou desenvolveram novas habilidades. O que pode proporcionar mais agilidade, maior eficiência e resultados melhores.

 

Orientação a resultados

Orientar o trabalho a resultados, implica na simplificação e objetivação de decisões, protocolos e rotinas. Ou seja, menos burocracia, mais empoderamento, menos hierarquização e mais flexibilidade. Se todos estão engajados com os objetivos e orientados a resultados, o líder deve reduzir os impedimentos e resistências que prejudiquem a produtividade do time. Que deve estar o mais leve e livre possível para agir, produzir, resolver e entregar com responsabilidade e efetividade. Porém, isso requer uma visão estratégica compartilhada, uma cultura organizacional flexível e colaborativa, além de uma gestão que promova a excelência, estimule o pragmatismo e valorize o coletivo.

Estes 4 elementos devem receber uma atenção especial e servir de premissas para a escolha dos profissionais, sua manutenção e desenvolvimento. Pois embora o senso comum nos leve para pensar que basta reunir os melhores profissionais em suas funções que o “Dream Team” estará formado. Isto, porém, não é garantia de sucesso. Muito menos de sucesso continuado ou sustentado. Para que isso possa acontecer, alguns elementos e perfis devem ser articulados em uma formação adequada. E este será justamente o cerne do próximo artigo desta série, onde apresentarei minha visão de formação ideal para que os pontos levantados aqui possam reunir, dosar e integrar diferentes perfis de profissionais de modo a atuarem como uma verdadeira unidade. Então, assine o Feed deste Blog e/ou fique de olho nas minhas redes sociais, pois nos próximos dias, liberarei aqui a segunda parte desta série sobre Equipes de Sucesso Sustentável.

Escrito por Alexandre Conte.